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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Prefeito de Patos, PB, é afastado e mais 12 são denunciados em Operação 'Cidade Luz'

Prefeitura de Patos diz que ainda não foi notificada sobre o afastamento
O prefeito da cidade de Patos, Dinaldo Medeiros Wanderley Filho, foi afastado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), nesta terça-feira (14). Outras 12 pessoas também foram denunciadas. O grupo é investigado pela operação "Cidade Luz", deflagrada no dia 2 de agosto e comandada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que investiga fraudes em contratos de iluminação pública na cidade do Sertão paraibano.


A Justiça também determinou as seguintes medidas cautelares: comparecimento a todos os atos processuais para os quais forem convocados, proibição de acesso ou frequência à sede da Prefeitura de Patos, secretarias e à Comissão Permanente de Licitação e proibição de se ausentarem do Estado sem autorização do juiz-relator.

A denúncia protocolada no Tribunal de Justiça detalha a atuação de um esquema criminoso. Os integrantes do grupo estão sendo processados por crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos, fraude em licitação e lavagem de capitais.

O MPPB pede ainda a condenação dos denunciados, especificando os crimes cometidos por eles. Além disso, a suspensão da função pública do prefeito Dinaldo Wanderley e dos servidores públicos municipais, Felipe Moreira Cartaxo de Sá e Alysson dos Santos Gomes.

A equipe de comunicação da Prefeitura de Patos informou que a Procuradoria Municipal e o prefeito Dinaldo Medeiros Wanderley Filho ainda não foram notificados sobre o afastamento. A decisão foi tomada pelo juiz Carlos Eduardo Leite Lisboa.

Investigação
A investigação mostrou que a organização criminosa desviou R$ 739 mil de contratos firmados com a Prefeitura de Patos, no valor R$13 milhões. Segundo o Ministério Público, no período que antecedeu às eleições de 2016, o então candidato "Dinaldinho" organizou um esquema criminoso com duas empresas prestadoras de serviço de iluminação pública. O município manteve contratos com as organizações a partir de 2017.

O esquema foi divido entre os núcleos político, econômico, de licitações e de lavagens de capitais. De acordo com a denúncia, o "núcleo político" era formado pelo prefeito Dinaldo Medeiros Wanderley Filho, pelo chefe de gabinete da prefeitura Múcio Sátyro Filho e mais três pessoas.

G1 PB

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