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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

A Palhoça Vig Som de Nova Palmeira

Tião começou com a Vig Som em 1981, depois mudou de nome para Danceteria Louco Amor, porém, o nome Palhoça nunca saiu da boca dos moradores nova-palmeirenses
Foto: Reprodução
Tião em momento de descontração
Nova Palmeira já foi conhecida regionalmente por ter finais de semanas animados e que atraiam jovens e adultos, não só da própria cidade, mas também de tantas outras localidades vizinhas, para curtir uma ótima ‘balada’.


Muito desse movimento se dava por causa da ‘Palhoça’, um pequeno espaço destinado à prática da dança. Nele, o papo com amigos tomando uma cervejinha, as paqueras e o bom repertório musical despertava o interesse do público.

A casa foi sinônimo de boa música, gente bonita e ajudou muito a construir a fama da noite nova-palmeirense pelas redondezas. Os quarentões arrepiam ao lembrar do ambiente que marcou época, tendo pelo menos uma história para contar.

Tudo começou no rastro do Forró de Adonias (1971/1986), no espaço onde era a padaria de Zé Barreto. O seu filho Sebastião Antônio de Oliveira (Tião) aproveitando a radiola de grande porte que tinha seu irmão João Ribeiro, começou a promover suarês no ano de 1981. O jovem Walter, grande amigo de Tião, começou fazer caixinhas acústicas pra ir aumentando a potência sonora. Com o tempo o espaço cresceu e o local foi coberto por palhas.

Entrada do reservado
em meados dos anos 80
(Foto: Reprodução)
O nome dado por Tião ao ainda acanhado ambiente foi Vig Som. Na época era um local pequeno, com mesas de madeiras do lado de fora da sua área de dança. No seu espaço físico existia um modesto reservado, localizado alguns degraus acima da pista de dança. Lá, os jovens tomavam suas cervejinhas e os casais paqueravam e namoravam.

O repertório era comandado por Walter, que sabia como ninguém o momento exato de colocar um determinado ritmo e trocar por outro, quando percebia que o clima sugeria algo mais agitado ou romântico.

Walter comandou o repertório entre 1981 até 1995. Foram 14 anos de muito trabalho, regado a muito som, com máquinas acanhadas e também modernas adquiridas por Tião Barreto no decorrer do tempo. Diversos estilos musicais passaram pela Vig Som e marcaram gerações dos jovens da década de 1980 e 1990.

Quem também fez parte da história da palhoça foi Rosenildo Pereira, o primeiro porteiro. Depois dele vieram Boião, Orlando e Lauri - ajudavam na falta de um ajudante, 'Baiano', Adeílson (Tungão), Walteir (Mudo) e ‘Peta’, que recebiam os ingressos do público e ‘barravam’ aqueles que não eram ‘convidados’ para a festa.

Walter com o companheiro Zeca no início de tudo (Foto: Reprodução)
Com o passar do tempo e a necessidade de modernização, a palhoça deu lugar no final dos anos 1980 a um espaço maior. As mesas de madeira que ficavam do lado de fora da discoteca e o reservado, deram lugar a Danceteria Louco Amor, com um lugar bem mais amplo. Mesmo com a mudança na estrutura e no nome, o que ficou na ‘boca do povo’ foi a alcunha de Palhoça.

Datas especiais como o réveillon e o carnaval eram esperadas por muitos. O primeiro para romper a barreira da meia-noite e abraçar um a um, mesmo aqueles que nunca tiveram sequer intimidades. O segundo para brincar em sua terra os quatro dias da festa momesca.

Jovens no reservado da
Danceteria Louco Amor
(Foto: Reprodução)
O espaço também era o local para comemorações de aniversários, recepções de casamentos, ensaios de quadrilhas juninas e até festivais, como a Mais Bela Voz da região.

Com o passar do tempo a danceteria deixou de funcionar às sextas-feiras, passando a abrir apenas aos sábados e domingos.

Em 1995, Walter deixou a equipe, deixando para Tião a responsabilidade do comando musical.

Anos depois, em 2000, o proprietário alugou por contrato de um ano, aos populares José Hilton (Lindo) e ‘Nicinho’, que vendera cinco meses mais tarde sua parte a irmão Marisélio. Nesse período o nome da Danceteria Louco Amor passou a se chamar Boate Baluarte, começando uma nova era.

Ao fim do contrato a casa volta para o antigo dono, mas o nome Baluarte permanece. Tião de Zé Barreto dá seguimento até meados do ano de 2002, quando morre em um acidente automobilístico entre Pedra Lavrada e Nova Palmeira.

Depois do fatídico, Marisélio aluga e retoma a administração da Baluarte que segue até o ano de 2007, ano em que o lugar deixa de ser um ponto de divertimento para a população.

Memória
🔊O resgate histórico da danceteria, que deve fazer muito leitor voltar no túnel do tempo, é também uma homenagem ao saudoso Sebastião Antônio de Oliveira, ou simplesmente, Tião de Zé Barreto, o idealizador da casa noturna que, mesmo fechada há muito tempo, continua na memória de muita gente.

Curiosidades
🔊Na danceteria, em toda a administração de Tião, havia um atalho que dava acesso a casa de seus pais, Francisca e Zé Barreto. Na porta que dava acesso a residência havia dois potes d’água, que era o pretexto para a meninada e os adolescentes que queriam entrar sem pagar. Os jovens dava um jeito de entrar pela porta da frente, na rua principal, enquanto os amigos que já estavam dentro e perto dos potes, abriam a porta do acesso.

🔊Quando já havia pouca gente e o movimento do bar era pouco, Walter soltava o som de Patrick Swayze, tocando She's Like The Wind, com um som de voz grave ao fundo anunciando que a noite chegava ao fim e já era hora de ir para as suas casas.

🔊A hora da música lenta era especial para rapazes e as moças. Eles se dirigiam para elas no intuito de chamar para dançar. Uns conseguiam, dançavam uma música ou a sessão completa. Alguns na dança coladinha conseguiam um namorico ou até engatavam um namoro sério, que com o passar do tempo terminavam em união conjugal. Já outros levavam um não da menina. Aqueles mais assanhados não ligavam, enquanto os mais tímidos saiam de cabeça baixa.

🔊Na primeira versão, o ambiente tinha um suporte (poste revestido com cano) no centro do dance, e quem se empolgasse numa dança mais agitada poderia esbarrar feio nele.

🔊Na segunda versão da danceteria também tinha um reservado que ficava ao lado do espaço principal, só que o compartimento era bem mais amplo que o da antiga palhoça.

Blog NP

5 comentários:

  1. muito bom obrigado pelas lembranças, sou sobrinho dele me fez torna muitas lembranças boa dele

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  2. Com muito orgulho tive o privilégio de fazer parte dessa época, onde os jovens se divertiam buscando apenas brincar com seus amigos. mas essa foto foi no inicio dos anos 90. Sou essa pessoa de branco ai kkkk

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    1. Creio que foi em meados dos anos 80. No início dos anos 90 a reforma já tinha sido feita.

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  3. Não troco o tempo da palhoça por boates de hoje nenhuma

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  4. Eita coisa boa foi relembrar !! Fui muitos finais de semana, saímos de pedra lavrada na certeza da diversão. Qual legal, agora podia já então em pensar em fazer um recordando a palhoça, já pensaram nisso? ����������������

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