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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Em 2 meses, polícia registra três ameaças de ataques em escolas de Campina Grande

Três 'trotes' foram confirmados; mais um caso investigado, registrado nesta terça-feira (22), aconteceu em Campina Grande do Sul, no Paraná

Três ameaças de ataques em escolas de Campina Grande, confirmadas como "brincadeiras", já foram investigadas pela Polícia Civil, desde março - quando ocorreu o massacre na escola em Suzano, São Paulo. Ao todo, quatro ameaças de ataques em instituições de ensino foram investigadas na Paraíba, sendo que um quarto caso, registrado nesta terça-feira (22), foi encaminhado para investigação no Paraná, pois teria acontecido em Campina Grande do Sul.

Os casos são tratados como ameaças reais e os suspeitos já identificados serão responsabilizados, conforme o coordenador executivo do escritório da Associação Internacional de Combate ao Crime Cibernético em João Pessoa, tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, do Centro Integrado de Operações Policiais da Paraíba (CIOP).

Sobre o último caso registrado, o tenente-coronel Arnaldo Sobrinho afirma que, após investigações, os pesquisadores da Associação chegaram à conclusão de que essa situação não se tratava de Campina Grande, na Paraíba, mas de Campina Grande do Sul, no Paraná. A investigação começou após a divulgação de capturas de tela de computador em um fórum de usuários anônimos, com mensagens sobre ameaças de um ataque planejado para o dia 29 de maio.

Já de acordo com o delegado Pedro Ivo, da Polícia Civil, nos três casos registrados em Campina Grande este ano, foi confirmado que tudo não passava de “trotes” feitos por estudantes. Os casos ocorreram em duas escolas públicas e em uma faculdade particular da cidade.

Nos casos das escolas públicas, os adolescentes foram ouvidos junto aos pais e o Conselho Tutelar foi acionado para tomar outras providências. A Gerência da 3ª Regional de Ensino confirmou que os casos nas escolas públicas foram em instituições dos bairros Catolé e Novo Cruzeiro.

Segundo a gerente regional Erica Santana, a orientação é que a direção procure a Polícia Civil para que sejam tomadas medidas para responsabilizar os envolvidos.

“Pela legislação, não podemos afastar o aluno. Ele continua em aula. Após a apuração da Polícia Civil, o caso é também passado para o Conselho Tutelar. Através disso podem ser analisadas outras medidas como destinar o aluno para acompanhamento psicológico”, disse a gerente.

Já no caso que ocorreu na faculdade, o aluno envolvido nas falsas ameaças era um estudante do curso de medicina. Ele foi autuado pelo artigo 41 da lei de Contravenção Penal e está respondendo processo.

Combate ao crime cibernético
Segundo o tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, no caso específico da ameaça registrada na terça-feira, o CIOP de João Pessoa teve conhecimento do caso após divulgação nas redes sociais de capturas de telas, com mensagens em um fórum anônimo. “Ao termos acesso às informações, de imediato não tínhamos elementos para fazer interferência de ameaça real, mas acionamos o major Vinicius, do CIOP em Campina Grande, e fizemos alertas às autoridades”, relata.

Arnaldo Sobrinho explica que, ao terem conhecimento de casos como esses, os pesquisadores da Associação Internacional de Combate ao Crime Cibernético são acionados para averiguar as denúncias dessas ameaças.

Sobre o último caso registrado, ele informou que a investigação seguiu para o Paraná. “Os nossos pesquisadores navegaram na 'Deep Web', inclusive tiveram acesso ao fórum em que essa suposta ameaça estava circulando. Após as investigações, concluímos que não se trata de Campina Grande (Paraíba) e as informações foram compartilhadas com as autoridades da cidade no Paraná, para que adotem as medidas necessárias”, frisou.

Ainda de acordo com o tenente-coronel, em casos como esses há a necessidade de que sejam adotadas duas medidas importantes. “A primeira delas é que, de imediato, a situação seja compartilhada com as autoridades competentes e a segunda é que os pesquisadores contra crimes cibernéticos averiguem o tipo de ameaça e de onde se trata”, conclui.

G1 PB

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