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terça-feira, 19 de maio de 2020

Paraíba tem mais de 64 mil residências em favelas; confira as três maiores

Maiores favelas do estado estão em Mandacaru e São José, em João Pessoa, e no Pedregal, em Campina Grande

Bairro São José
Foto: Reprodução/Instagram/Emerson Machado

No Nordeste, a Paraíba é a unidade da federação com o 2º menor percentual de domicílios ocupados em aglomerados subnormais, 5,07%, o que representa cerca de 64,2 mil de residências. O levantamento estima que há aproximadamente 184 aglomerados em todo o estado. Na Região, o percentual foi maior apenas do que o observado no Rio Grande do Norte, de 3,97%.

O levantamento faz parte da Classificação Preliminar e Informações de Saúde, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (19), que cruzou informações com o Ministério da Saúde.

Conhecidos em muitos casos como comunidade, palafita, favela, invasão, grota, baixada ou vila, os aglomerados subnormais são formas de ocupação irregular de terrenos de propriedade alheia, públicos ou privados, para fins de habitação em áreas urbanas.

Segundo o IBGE, em geral, esses locais são caracterizados por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas que apresentam restrições à ocupação.

O mapeamento, assim como os dados, sobre o número de domicílios nessas áreas e, a distância até as unidades de saúde mais próximas, foram antecipados para auxiliar no enfrentamento à Covid-19.

Para elaborar o levantamento, as informações foram cruzadas com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde, e estão disponíveis para consulta em mapas interativos, disponibilizados no hotsite, elaborado pelo IBGE, com dados de apoio ao enfrentamento à pandemia causada pelo coronavírus.

“Antecipamos a divulgação desses dados para mostrar qual é a situação dos aglomerados subnormais em municípios e estados, já que nessas localidades a população tem maior suscetibilidade ao contágio pela doença provocada pelo novo coronavírus, devido à grande densidade habitacional”, disse o gerente de Regionalização e Classificação Territorial do IBGE, Maikon Novaes.

RMJP concentra maiores favelas do estado

João Pessoa tem o maior número de domicílios localizados nessas regiões, aproximadamente 33,9 mil. No entanto, como a cidade tem uma população maior e, consequentemente, um total de domicílios também mais alto (271,9 mil), a taxa foi bem menor, com 12,5% das residências localizadas em aglomerados subnormais. Entre as capitais, essa foi a menor proporção do Nordeste.

O maior aglomerado subnormal da Paraíba está localizado em João Pessoa, conforme a estimativa do IBGE, que também calculou a distância entre esses pontos e as unidades de saúde mais próximas, com o objetivo de contribuir para o enfrentamento à Covid-19. Formada por cerca de 2.602 domicílios, a área leva os nomes de Mandacaru, Porto de João Tota e Beira Molhada.

Em linha reta, esse aglomerado está a uma distância de 2,02 km do estabelecimento de saúde com suporte de observação e internação mais próximo e a cerca de 327 metros do local de atenção primária mais próxima.

Com 2.052 lares estimados, o segundo maior, São José, também está na capital paraibana, a 1,01 km de distância da unidade com suporte de observação e internação mais próxima e a 257,3 m do estabelecimento de saúde de atenção primária.

O município de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa (RMJP), tem a maior proporção de domicílios ocupados situados em aglomerados subnormais na Paraíba, em relação ao total, cerca de 33,1%. Essa taxa também é a 4ª maior do país, entre os municípios que têm de 50 mil a 100 mil habitantes. Na Paraíba como um todo esse percentual é de 5,07%.

Segundo a estimativa de 2019 – feita como preparação para o Censo Demográfico 2020, adiado para 2021 em virtude da pandemia – os 33,1% de domicílios ocupados em Bayeux, situados nessas áreas, representam aproximadamente 9,3 mil de um total de 28 mil. As populações desses locais vivem, muitas vezes, sob condições socioeconômicas, de saneamento e de moradias precárias.

A segunda proporção mais alta do estado, de 25,3%, foi identificada nos municípios de Cabedelo, com 5,7 mil residências em aglomerados subnormais, de um total de 22,8 mil, e em Conde, com 2,3 mil domicílios de 9,1 mil.

Campina Grande

Já o aglomerado Pedregal, em Campina Grande, conta com 2.039 residências e é o terceiro maior da Paraíba, situado a aproximadamente 817 metros do local com suporte para observação e internação e a 237 metros daquele de atenção primária.

Atendimento de saúde

O coordenador de Geografia e Meio Ambiente do IBGE, Cláudio Stenner, observa, contudo, que a pesquisa não investigou se as unidades de saúde próximas de aglomerados possuem estrutura para atendimentos relacionados à Covid-19.

“A grande maioria dos aglomerados subnormais está próxima de unidades de saúde. Ou seja, o problema não é distância das unidades de saúde, mas, talvez, a falta de estrutura nessas unidades. Não sabemos detalhes dessas estruturas”, comentou.

Portal Correio

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