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sábado, 11 de julho de 2020

Cobra que picou estudante de veterinária no Distrito Federal custa até R$ 20 mil no comércio ilegal e é uma das mais venenosas do mundo

A cobra, considerada uma das mais venenosas do mundo, é originária de regiões da África e da Ásia

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
multou Pedro Henrique em R$ 2 mil, por criar a naja
sem autorização - Foto: BPMA-DF/Divulgação
A Polícia Civil do Distrito Federal estima que a cobra da espécie naja, que picou o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, na última terça-feira (7), vale até R$ 20 mil, no comércio ilegal. A informação é do delegado Jonatas Silva, da 14ª Delegacia de Polícia, do Gama, que investiga o crime de tráfico de animais.

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A cobra, considerada uma das mais venenosas do mundo, é originária de regiões da África e da Ásia. Ela foi abandonada perto de um shopping, no Lago Sul, na noite de quarta-feira (8) e está sob os cuidados do Zoológico de Brasília, assim como outras 16 serpentes apreendidas em um haras, na região de Planaltina.

Nessa sexta (10), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou Pedro Henrique em R$ 2 mil, por criar a naja sem autorização. Segundo a polícia, as investigações apontam que ele é o dono da naja e das outras 16 serpentes.

De acordo com o Ibama, Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul mantinha a naja em ambiente doméstico, o que é proibido. O instituto informou à reportagem que o órgão ainda avalia quem será penalizado pelas 16 cobras que foram deixadas em Planaltina.

Jovens de classe média alta
Conforme a Polícia Civil, pelo menos três estudantes de medicina veterinária, colegas de Pedro Henrique na instituição de ensino privado Faciplac, no Gama, foram ouvidos pela corporação. Um deles, Gabriel Ribeiro – que segundo a investigação foi quem abandonou a cobra após o acidente – "preferiu ficar em silêncio", disseram os policiais.

Os jovens são de classe média e classe média alta e "se identificam em estudar e fazer pesquisas com animais exóticos", aponta a investigação.

"A suspeita é que esse estudantes começaram a comercializar esses animais exóticos, que são caros e raros. Sabemos que envolve muito dinheiro no comércio ilegal", afirma a polícia.

Em nota, a Faciplac disse que "não tinha conhecimento da posse de nenhuma cobra ou outros tipos de animais silvestres entre os alunos".

Na próxima semana, o delegado pretende falar com os responsáveis pela faculdade e também com a família de Pedro Henrique. O padastro do estudante, Clovis Eduardo Condi, é tenente-coronel da Polícia Militar.

De onde vieram as cobras?
Na tarde quinta, o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) aprendeu dez serpentes exóticas – originárias de outros países – e outras seis cobras silvestres brasileiras, em um haras, na região de Planaltina. De acordo com a polícia, Pedro Henrique Krambeck é o proprietário das serpentes.

Um dos jovens ouvidos pelos policiais contou que as 16 cobras foram deixadas no haras, por um amigo de Pedro Henrique, após o acidente. O jovem afirmou que não sabia da compra e venda de animais.

A investigação busca descobrir como o estudante de veterinária conseguiu os animais. Os investigadores não descartam a possibilidade deles terem reproduzido em cativeiro, no Brasil.

"A origem pode ser nacional ou internacional", aponta a polícia.

Como está Pedro Henrique Krambeck Lehmkul
Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul está internado em um hospital particular e deve ter alta da UTI neste sábado (11). Ele foi internado, em estado grave, na noite de terça-feira (7) e ficou em coma até a tarde de quinta-feira (9).

No fim da tarde de quinta, o jovem despertou do coma e agradeceu a equipe médica, segundo amigos. O estudante precisou ser medicado com um soro antiofídico que só foi encontrado no Instituto Butantan, em São Paulo, e disponibilizado para a família.

Os pais de Pedro Henrique chegaram a importar 10 doses do soro antiofídico dos Estados Unidos. A família contou à reportagem que não foi necessário usar a medicação, que será doada ao Instituto Butantan.

O G1 perguntou para a Polícia Civil, onde ocorreu o acidente com Pedro Henrique, que mora na região do Guará, mas foi internado em um hospital do Gama – a uma distância de cerca de 30 quilômetros – no entanto, a corporação afirmou que "não sabe até o momento".

G1

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