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sábado, 2 de janeiro de 2021

PB encerra 2020 sem sangria do açude de Boqueirão e com 19 reservatórios em situação crítica

Cenário dos mananciais do estado é melhor do que no início do ano, quando 33 reservatórios estavam com menos de 5% do volume hídrico, conforme dados da Aesa

Açude de Boqueirão, na Paraíba - Foto: Artur Lira/TV Paraíba

A Paraíba terminou 2020 com 19 reservatórios em situação crítica e sem a possível sangria do açude Epitácio Pessoa, localizado no município de Boqueirão. Os dados foram extraídos do site da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), responsável pelo monitoramento de 134 mananciais do estado.

A situação dos açudes paraibanos no fim de 2020 foi melhor do que a apresentada no início do ano, quando 33 reservatórios estavam com menos de 5% do volume hídrico.

Ainda em comparação com o começo de 2020, o saldo é positivo. O total de reservatórios em normalidade, com mais de 20% da capacidade, passou de 53 para 94. Já o número dos que estavam em observação, com menos de 20% do volume hídrico, partiu de 47 para 21.

No entanto, o ano passado começou com um açude sangrando, e terminou sem nenhuma sangria.

Dois mananciais paraibanos estão totalmente secos. Os açudes de São José IV, localizado em São José do Sabugi; e o Manguape, situado em São Sebastião de Lagoa se Roça, não possuem volume hídrico.

Açude de Boqueirão permaneceu sem sangrar em 2020

Em abril de 2020, com a passagem de três anos do encontro das águas da transposição do Rio São Francisco com o espelho d’água do açude Epitácio Pessoa, as chuvas que caíam na região do Cariri paraibano levantaram a possibilidade de uma sangria do reservatório.

À época, o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), Porfírio Loureiro, explicou que o açude só sangraria se a intensidade das chuvas do segundo trimestre do ano fossem semelhantes a do primeiro.

Sem chuvas fortes e densas, quando estava com quase 71% de sua capacidade, as compotas do açude de Boqueirão foram abertas após autorização da Agência Nacional de Águas (ANA) em junho. O procedimento fez com que o manancial perdesse volume hídrico ao longo do tempo.

O G1 tentou entrar em contato com a Aesa para saber se as compotas foram fechadas e se o reservatório voltou a receber águas do Velho Chico, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. 

O açude, que abastece Campina Grande e mais outros 18 municípios, mantém 53,25% de seu volume total. O reservatório, que tem capacidade para 466.525.964 metros cúbicos de água, está abastecido com 248.423.081 m³.

O manancial sangrou pela última vez em 2011 e já registrou, pelo menos, 18 sangrias. Elas foram notificadas nos anos de 1967, 1968, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 198, 1984, 1985, 1986, 1989, 1999, 2004, 2005, 2006, 2008, 2009 e 2011.

G1 PB

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