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quinta-feira, 4 de março de 2021

Casal de Nova Palmeira celebra bodas de cipreste ao completar 76 anos de matrimônio

No dia 4 de março de 1945, os olhares de Cirilo, na época com 23 anos, e Geninha, 18 anos, se cruzaram diante do altar de uma igrejinha na cidade de Pedra Lavrada

Cirilo e Geninha (Foto: Arquivo da Família)

Bodas de prata são 25 anos de casados. De ouro, 50 anos. E bodas de Cipreste? O casal de idosos Silvestre José Dantas (Cirilo) e Efigênia Rosa Dantas (Geninha), moradores da cidade de Nova Palmeira, região do Seridó Paraibano, sabe bem. A união deles dura incríveis 76 anos.

Veja também: Vídeo conta a história do casal

No dia 4 de março de 1945, os olhares de Cirilo, na época com 23 anos, e Geninha, 18 anos, se cruzaram diante do altar de uma igrejinha na cidade de Pedra Lavrada. O responsável pelo matrimônio, o padre Apolônio, proferiu a expressão: “até que a morte os separe”, frase que perpetuou a relação do casal.

“Lembro-me como se fosse hoje. A festa de casamento que a gente teve foi simples, apenas um almoço com farofa d’água e carne assada, na casa do finado Antônio Izaia. A tarde voltamos para nossa casa, na Corujinha, município de Nova Palmeira, e encontramos um frango torrado esperando para que a gente pudesse jantar”, lembra Geninha.

Carinho de Cirilo na esposa (Foto: Arquivo da Família)

Por volta de 1978, a linda história de amor, cumplicidade, união e companheirismo mudou de ares, tendo Cirilo e Geninha migrado para Nova Palmeira, levando junto toda a sua família. Na cidade construíram amigos, educaram as filhas, colocaram para trabalhar os filhos, moldando as suas vidas.

Em 1980, o patriarca com a ajuda de sua esposa, deu forma a sua chamada “bodega”, se tornando um excelente padeiro. Deste ponto, escalou vários outros, sempre ao lado da companheira, não chegando a ser um rico comerciante, mas um honesto trabalhador.

Do amor dos dois, nasceram nove filhos, 23 netos, 30 bisnetos e um tataraneto.

Casal com os filhos (Foto: Arquivo da Família)

Atualmente, o casal mora com uma de suas filhas, porém contando com o apoio de cuidadores, e com a família seguidamente se fazendo presente.

Agricultor e minerador na juventude, Cirilo, agora com 99 anos, é o precursor do carnaval de Nova Palmeira, admirador incansável do frevo, da sanfona, do batuque, dos enfeites e adereços coloridos, das danças animadas, da música alegre, do inesquecível “panranranran, panranranran, panranranran, panranranran” da batucada que faz dançar as ruas.

Agricultora em sua mocidade, Geninha no auge dos seus 94 anos, guarda sempre um sorriso espontâneo no rosto. Muito ativa, ela ainda lembra precisamente de datas que marcaram a sua vida, do seu companheiro e dos filhos.

A receita para que o amor ultrapasse sete décadas parece simples. Mas vem do coração. Um cuidando do outro, sempre se dando bem e com um semblante de uma eterna alegria de viver.

Blog NP

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